quarta-feira, 21 de novembro de 2012

La fête en famille

Lanche ou jantar?


Este fim de semana decidimos juntar as crianças da familia numa festinha semi improvisada, para dar azo aos primos de brincarem juntos. Enquanto os miúdos brincavam pela casa, os graúdos puderam dar dois dedos de conversa e pôr as novidades em dia. Quando começamos a preparar o evento, pensamos se devíamos optar por um lanche com doces ou um jantar mais informal, e acabamos por escolher uma mistura de ambos. É pena não haver um nome tipo brunch - breafast+lunch - para aplicar ao lanche ajantarado, expressão que me dá nauseas profundas, mas foi isso mesmo que se passou, até porque nos sentámos á mesa ás 18h e só de lá saímos já pelas 21h. Óptamos por servir uma variedade de pãezinhos, cozinhados todos a partir da mesma receita base - que podem ver aqui - mas com diferentes recheios, e até uma pizza Margheritta, que esta massa é tão boa e versátil que presta-se a isso mesmo. Para completar ainda fizémos uma fornada destes folhadinhos de comer e chorar por mais. A meio da manhã disse ao meu marido que achava que estávamos a fazer comida demais, ele riu-se. A verdade é que não sobrou nada, e ainda terminámos o lauto repasto com um bolo de cenoura com cobertura de chocolate feito pela minha cunhada, que estava fresco, húmido e delicioso.

 O pôr da mesa...


 Folhadinhos de espinafre e ricotta


 Pãezinhos de salsicha


 Paglierini de azeitonas e mozzarela


 Pizza Margheritta


A mesa posta e completa, só faltavam os comensais.

sábado, 10 de novembro de 2012

Plein d'astuces pour la maison

Grey walls

Já referi anteriormente o quanto desejo ter a possibilidade de finalmente pintar as paredes da minha sala - todas menos a minha adorada accent wall em vermelho escuro. Já referi também o quanto acho feio e triste o tom de branco adoentado amarelado alimonado que usaram nesta divisão os anteriores proprietários quando a pintaram para a porem á venda. Sinceramente quando visitei a casa pela primeira vez não reparei no tom, isto porque estava bem mais ocupada a tirar medidas mentais á sala, a tentar discernir se a nossa mobilia lá caberia e se teria a possibilidade de concretizar o meu sonho de ter um aparador inglês. Após cá estar a viver há coisa de 2 meses é que me apercebi do quanto a cor me incomodava, mas como já disse, naquele momento era de todo impossivel mudar isso, e depois outros valores se levantaram, outras necessidades se mostraram, e tivémos de dar resposta a coisas mais urgentes em termos de pintura. Mas não desisti de obter o que queremos, o mudar a cor á sala, e tenho passado largas horas em pesquisa pelas minhas revistas de decoração e online, em busca de ideias e de inspiração. E súbitamente atingiu-me! Cinza. Pintar as paredes de cinza. Pérola, bem clarinho, está visto. E se calhar estão agora a perguntar-se se eu terei perdido a cabeça de vez, mas acreditem, o cinzento é uma cor muito underrated em termos decorativos por cá, mas é uma cor extremamente versátil, e para alguém como eu que tem a mania que é diferente... é ideal! Um tom claro de cinza não pesa numa sala como a minha que apesar de ter duas janelas grandes e orientação solar perfeita, tem uma varanda no andar de cima que encobre muito da luz natural, um tom claro de cinza é clássico o suficiente para não maçar ao fim de uns tempos e para continuar a ser pertinenente ao longo das estações, um tom claro de cinza fica bem á luz cinzenta dos dias de chuva de Outono, ao sol frio das tardes de Inverno, á frescura luminosa da Primavera e ao calor do pico do Verão, um tom claro de cinza é inusitado e original q.b., é inesperado por ser pouco comum o seu uso, e isso preenche por completo a minha necessidade de diferenciação e loucura. Para ter a certeza de que não chocaria com o tom de vermelho já existente na minha sala, fui online a um dos meus sites favoritos de decoração experimentar uma ferramenta onde podemos pintar as paredes de divisões pré existentes. Colori uma das paredes com um tom  o mais aproximado possivel daquele que tenho na sala, e depois fui alterando os cinzas até obter um tom que me pareceu ser o mais adequado. O resultado é este, e é este o tom que me ficou na cabeça para mudar todo o ambiente da minha sala, sem ter de gastar rios de dinheiro numa nova decoração. O que vos parece?


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Des recettes a essayer






Trouxinhas de Ricotta e Espinafres

Foram inventados em 3 segundos, no meio da Makro, enquanto faziamos compras, no dia em que chegou o fogão novo e voltamos a ter forno. Pusemo-nos a falar os dois de que nos apetecia experimentar o forno, eu disse que me apetecia massa folhada para uma quiche, o marido sai-se com uns pastelinhos, e daí á ricotta e aos espinafres foi um saltito. Só vos digo que ficaram de chorar por mais - marcharam todos de uma vez! - e já ponderamos a versão doce...

Alho francês (tenho usado congelado e é do melhor!)
2 dentes de alho
1 embalagem de massa folhada - pode ser daquela redonda para tartes mesmo!
1 CS azeite e mais um fio para temperar
1 embalagem de queijo ricotta
Espinafres - aqui é que a coisa pega, eu uso congelados, 3 cubos. Frescos não sei dizer a quantidade, desculpem!!
noz moscada q.b.
sal e pimenta q.b.
1 ovo batido ou meia chávena de leite

Refoguem os alhos e o alho francês no azeite e deixem alourar.


 Adicionem os espinafres já descongelados, deixem frigir e suar um bocado. Se começar a ficar muito seco juntem um golinho de vinho branco. Liguem o forno a 180º. Enquanto os espinafres arrefecem, temperem a ricotta com o sal, a pimenta e a noz moscada, e mais um fio de azeite. 


Misturem bem. Adicionem os espinafres e envolvam tudo.


Numa superficie de trabalho estendam a massa folhada no seu próprio papel vegetal, e com o auxilio do rolo estiquem-na um pouco mais. Cortem a massa na forma ao vosso gosto, mas que dê para cerca de 9 a 12 pastéis. 


Em cada uma das pecinhas de massa folhada deitem um pedaço do preparado de queijo e espinafres. 


Fechem as trouxinhas de massa e pincelem com ovo batido ou leite. Levem ao forno até estarem douradinhas e a massa ter subido, o tempo depende do tipo de forno que tenham. Eu assei os pastéis a cerca de 200º, e demorou uns 15 minutos, mas convém estar atento. Depois é deixar arrefecer um pouco e disfrutar!! São mesmo deliciosos!!



sábado, 20 de outubro de 2012

Deco Online

Isto é tudo a minha cara, em termos de decoração, aquele ar mais pesadão, mais Brittish Manor House - devo ter sido um Lord noutra vida qualquer - aquele mobiliário de madeira a sério, pesada, com as cores e os veios da madeira a sobressaírem, adoro. Confesso que sou fã do Ikea, sim, e tenho algumas quantas coisas de lá - entre elas a minha cama e a daybed da sala, mais uma pequena estante de livros - mas o resto do meu mobiliário prima muito por madeiras quase nobres, e pesadas, e escuras sim. Este catálogo da Zara Home para esta estação faz as minhas delicias, prende-me a imaginação, põe-me a mil com ideias... eu devia era ter ido para decoradora!!












segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Plein d'astuces pour la maison

A mala de cartão

Se há coisa que eu gosto em termos de decoração é o reutilizar de objectos inusitados dentro de casa. Gosto do vintage, de móveis antigos, de misturar o velho com o novo e juntar tendências que aparentemente nada teriam a ver umas com as outras. Há uma série de anos atrás, nuns minutos de descontração passados naquele que ainda hoje em dia é o meu refúgio inspiracional em termos de decoração, o site da Better Homes and Gardens deparei-me com a velha mala de cartão, ou ou velho baú de viagem do tempo dos meus avós, recuperados e reutilizados na decoração de casas actuais. O charme que emprestam a qualquer divisão em que sejam enquadrados é indiscutivel, o resultado final é lindo. Sem mais perder tempo com palavras, e porque uma imagem vale mais que mil, deixo-vos com algumas das minhas propostas favoritas.













E eu própria já adoptei esta tendência no meu quarto, apesar de com poucas malas...






quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Des Recettes a Essayer



Rolo de Carne

Este é um prato que acabo por fazer várias vezes cá por casa, de maneira a obrigar o meu marido a comer mais legumes, na verdade. Podem misturar o que quiserem na carne: desde feijão verde a favas, cenouras, courgette, pimentos, milho, espinafres, couve picadinha, enfim, vocês escolhem, é ao gosto de qualquer um. Se juntarem frutos secos, fica ainda melhor, pistachios são os que eu normalmente uso, mas cajus também ficam deliciosos. Para este eu usei:

1 alho francês
2 a 4 cenouras (dependendo do tamanho de cada uma)
1 cebola
2 dentes de alho
200 gr de carne picada
1 lata de cogumelos 
1 taça de cogumelos secos rehidratados (usei Shitakes e Orelhas de Judas)
1 ovo
Sal e pimenta a gosto
Noz moscada
Pão ralado q.b.
Azeite q.b.
Papel vegetal para culinária
1 forma de bolo inglês

Liguem o forno a 180º. Comecem por picar bem os vegetais e ponham a alourar numa frigideira grande com um pouco de azeite. 


Piquem também os cogumelos e incorporem nos vegetais quando a cenoura e o alho francês já estiverem macios e transparentes. 


Deixem alourar um pouco e adicionem a carne. Se acharem que está muito seco, juntem um pouco da água que usaram para hidratar os cogumelos secos - dá um toque de sabor delicioso. Temperem com sal, pimenta e a noz moscada e deixem a carne cozinhar bem, retirem do lume e deixem arrefecer.


 Vertam esta mistura num recepiente fundo e juntem o ovo, adicionando o pão ralado pouco a pouco, até que tudo esteja bem ligado. Nessa altura, forrem a forma de bolo inglês com o papel vegetal, e vertam a mistura lá para dentro. 


Tapem com o papel e deixem assar no forno cerca de 20 a 30m dependendo do tamanho do rolo. Depois é só servir com um arroz de ervilhas, ou uma salada, ou um mix de vegetais cozidos a vapor. Bom apetite!



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Des idées bijoux

Colar de pérolas



Se os diamantes "are a girl's best friend", eu tenho para mim que as pérolas "are a lady's best friends". Como tenho a mania que até dava uma bela duma Brittish Lady, com direito a casarão no campo ao melhor estilo "Downton Abbey" e "Brideshead revisited", sou grande adepta das pérolas. Nunca tive muitas, é um facto, se calhar porque muito cedo herdei dois colares de pérolas - um dos anos 40, o outro dos finais de 50, inicios de 60 com pulseira a combinar e tudo - da minha avó materna, e são esses que tenho usado sempre. No entanto, há cerca de dois anos atrás, um deles partiu-se (o mais antigo e mais simples, era também o meu preferido). Guardei as pérolas religiosamente, mas fui a correr á loja do chinês e comprei uma enfiada de pérolas simples, bem comprida, perfeita para dar várias voltas - e com um brilho e uma cor que adorei, é que na verdade quanto ás pérolas eu sou muitooooo esquisita, têm de ter uma certa cor, um certo tipo de brilho, senão, não quero. Estou a falar de pérolas falsa, óbvio... No entanto, não me esqueci das outras continhas, guardadas no fundo de uma gaveta, dentro de uma caixinha de cartão. E quando um outro colar, este de contas minúsculas em prateado - e que eu nem sequer usava! - se partiu, fez-se luz no meu cérebro. Fui buscar o fio de nylon do meu marido, e toca de enfiar pérola atrás de pérola, conta atrás de conta. Chegado ao fim, adorei o resultado final. As pequenas contas prateadas complementaram as pérolas falsas, o colar ficou um pouco mais longo, e com um ar clássico e super elegante. Não me podia ter corrido melhor!