Capas de almofadas.
Eu adoro almofadas. Adoro aninhar-me numa imensidão de almofadas macias, de todos os tamanhos, e na minha sala tenho inúmeras. Grandes, médias, pequenas, estampadas, lisas, de cor, em cru. No meu quarto, no entanto, nem por isso. Por alguma razão que seja, e apesar de adorar as imagens de camas em cuja cabeceira coabitam um sem fim de almofadas, almofadinhas, almofadões, na minha cama tenho as almofadas de dormir - a minha e a do meu marido - e uma outra pobre almofada, que serve para compôr a cama quando a faço de manhã, mas cuja finalidade primordial é na verdade o providenciar-me com um modo de elevar um pouco mais a minha almofada de dormir, para que me possa entregar a um dos meus maiores prazeres, que é ler na cama, á noite. Esta pobre almofada está comigo desde os meus 13, 14 anos, pertencia aos meus avós maternos, e após o falecimento destes, foi um dos poucos itens que consegui resgatar a nível pessoal, a modos que como uma recordação constante da importância que ambos tiveram na minha vida, e de como me definiram como pessoa. Ora eu estou á beira dos 40 - a olhar para eles directamente nos olhos, diga-se - e a pobre da almofada apoiou-me a cabeça em casa dos meus pais, veio comigo quando me casei e nos mudamos para a nossa primeira casa, e não a larguei quando nos mudamos para uma casa maior. Esta almofada foi a primeira a apoiar a cabeça do meu filho quando o amamentava, serviu para ele dormir algumas vezes na nossa cama, fez de parede para impedir que ele caísse ao chão quando adormecia na chaise longue do sofá. Desfazer-me dela, como, se só me traz momentos bons á memória? A verdade porém, é que em termos de capa, esta pobre estava muito mal servida. A capa original, de um verde bronze bonito, há muito que se destruiu, perdeu a cor, as costuras. Fiz-lhe uma outra, linda de um veludo prata. Durou uns 7, 8 anos. No ano passado fiquei com um gigantesco buraco mesmo a meio dessa capa, tanto era o uso, as lavagens. Numa emergência, substitui-a por uma velha camisola de lã preta, dando uns nós estratégicos nas mangas, e assim se foi aguentando uns tempos. Mas não era cómodo, nem muito bonito - se bem que sou totalmente a favor de capas de almofadas em lã para o Inverno, e tenho nos meus planos tricotar uma. Achei entretanto que deveria voltar a tentar e aproveitando as férias na casa de verão de familia, muni-me de algumas velharias que por lá andavam perdidas no fundo de uma gaveta, e fiz uma capa para a dita almofada, em branco, com uma ar country cottage/shabbychic/romântico. Ora vejam o resultado.
Um velho avental de servir dos anos 30 - pertenceu ao fardamento das criadas da minha avó
Uns quantos naperons de renda
E o resultado final é este, espero que gostem!





Ohhh que post bonitinho :) também adoro almofadas, mas quem não gosta? Gostei do resultado!
ResponderEliminarCaramba!
ResponderEliminarLi num post teu que não tinhas nenhum skill especial e que te tinha custado a a habituar à ideia de que eras assim; estás tola ou quê?
Descobri-te já dois talentos que te fazem especial; a forma como escreves e a habilidosa que és!
Muito obrigada!!! Na verdade a capa de almofada foi cosida á mão e os pontos são de fugir de vergonha de tão mal dados eheh!!
Eliminar